Evento cultural

'Conversas de terreiro', do Espaço do Conhecimento, recebe Izabella Amora, que conecta maternidade e arte afro-indígena

As relações entre a maternidade e o fazer artístico evidenciam a pluralidade do ato de maternar, ancorado em diferentes modos de vida, memórias, afetos e saberes. Para compartilhar as suas experiências como mãe e artista, em perspectiva indígena e afrodiaspórica, Izabella Amora conduz novo encontro do projeto Conversas de terreiro, no Espaço do Conhecimento UFMG, neste sábado (30), a partir das 17h. A mediação do bate-papo será feita por Gil Amâncio, professor do curso de Teatro da UFMG, músico e coordenador da iniciativa. A entrada gratuita é livre para todos os públicos e não é necessário retirar ingressos.

Durante o evento, Izabella Amora vai propor um diálogo sobre suas raízes e produções artísticas, destacando as vivências da maternidade. A artista também apresentará colagens, peças escultóricas e em cerâmica, que se relacionam com a ancestralidade e o território. 

Inteligência ancestral
Izabella Amora é mulher negra de origem indígena Puri, mãe, ativista cultural e alimentar. Formada no curso de Licenciatura em Artes Plásticas pela Escola Guignard (Uemg) e habilitada em cerâmica, ela desenvolve trabalhos com pintura, fotografia, desenho, escultura, colagem e performance. É arte-educadora e arte terapeuta, artista gráfica, produtora de artes e de panfletos digitais. É também treinel de Capoeira Angola e corresponsável pelo Coletivo Cultural Angola de Ouro, no qual ministra aulas para crianças e adultos. A artista também é anfitriã na Casa Bantu, espaço cultural dedicado a estudos de capoeira angola, samba de roda, jongo, coco de roda, dança afro e outras manifestações afrobrasileiras. É, ainda, pesquisadora do canto, toque e corporeidade nas manifestações culturais de matriz africana e indígena.

Arte negra na RMBH
Conversas de terreiro é um bate-papo sonoro, visual e performático com artistas que trabalham a arte negra na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A cada mês, o Espaço do Conhecimento é tomado pelo protagonismo de vozes negras por meio do canto, da dança, da música, da poesia e de performances — não apenas como expressão estética, mas como forma de pensar o mundo e relacionar vivências com os modos africanos e afrodiaspóricos de fazer arte.

Descrição Imagem
Izabella Amora é mulher negra de origem indígena Puri, mãe, ativista cultural e alimentar, com formação em artes plásticas Foto: arquivo pessoal

Ficha técnica

Serviço

29 a 30 de agosto de 2025

17h

Espaço do Conhecimento UFMG

Adicionar ao meu calendário

Entrada franca

Praça da Liberdade, 700