Pesquisa e Inovação

Robôs substituem seres humanos em ambientes hostis

Tese do DCC premiada pela Capes, que propõe método de planejamento para operações em terrenos acidentados, é tema de novo episódio do ‘Aqui tem ciência’, da Rádio UFMG Educativa

Robô durante exploração na Mina du Veloso, em Ouro Preto.
Robô durante exploração na Mina du Veloso, em Ouro Preto. Foto: Hector Azpúrua

Túneis, tubulações, cavernas e outras estruturas subterrâneas são ambientes comuns na indústria e em atividades como a mineração, que precisam passar por inspeção periódica. Com entradas e saídas limitadas, esses locais, chamados de ambientes confinados, podem oferecer riscos como incêndio, desabamento ou alagamento e, por isso, são considerados hostis para seres humanos.

Uma alternativa para aumentar a segurança nesse tipo de operação é o desenvolvimento de robôs capazes de explorar tais lugares. Esse foi o trabalho realizado pelo pesquisador Hector Azpúrua ao longo de seu doutorado no Programa de Pós-graduação em Ciência da Computação do Instituto de Ciências Exatas da UFMG (Icex). O estudo foi agraciado com o Prêmio Capes de Tese 2023, concedido pela Comissão de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior.

Na tese, o pesquisador propõe um método de planejamento de caminhos em terrenos tridimensionais acidentados, que leva em consideração fatores como condições para atravessar os terrenos, distância e consumo de energia do robô. Esse planejamento inclui a elaboração de mapas com informações, como o custo de navegação de acordo com a escolha de determinado trajeto.

Testado em ambientes reais
“O problema dos ambientes confinados industriais é que eles têm características  que os fazem ser extremamente desafiadores para robôs. O ambiente tem desníveis, é escorregadio, não tem [sinal de] GPS, que é uma situação particularmente complicada para robôs móveis”, relata o autor da pesquisa. Os robôs passaram por testes em ambientes reais: a Mina Du Veloso, remanescente do período colonial, no município de Ouro Preto, e algumas instalações da Escola de Engenharia da UFMG.

A pesquisa foi desenvolvida em parceria com o Instituto Tecnológico Vale, da mineradora Vale, sob orientação do professor Douglas Guimarães Macharet e coorientação do professor Mário Fernando Montenegro Campos, ambos do Departamento de Ciência da Computação (DCC) da UFMG. 

Saiba mais no novo episódio do Aqui tem ciência, da Rádio UFMG Educativa:


A emissora veicula uma série de episódios do programa Aqui tem ciência sobre pesquisas da UFMG agraciadas com o Prêmio Capes de Tese 2023. O episódio 165 tem produção e apresentação de Alessandra Ribeiro e trabalhos técnicos de Cláudio Zazá. O programa é uma pílula radiofônica sobre estudos realizados na Universidade e abrange todas as áreas do conhecimento. A cada semana, a equipe da Rádio UFMG Educativa apresenta os resultados de uma pesquisa desenvolvida na Universidade. O programa vai ao ar na frequência 104,5 FM e no site da emissora, às segundas, às 11h, com reprises às sextas, às 20h, e fica disponível também em aplicativos de podcast, como o Spotify

Hector Azpúrua: ambientes confinados também são desafiadores para robôs
Hector Azpúrua: ambientes confinados também são desafiadores para robôs Foto: acervo pessoal

Raio-x da pesquisa

Título: Terrain-Aware Autonomous Exploration of Unstructured Confined Spaces

O que é: tese de doutorado que aborda os desafios de explorar ambientes confinados de forma autônoma, com o uso de robôs móveis terrestres. O trabalho apresenta um método de planejamento de caminhos em terrenos tridimensionais acidentados, que prevê a elaboração de mapas com informações como o custo de navegação a partir da escolha dos trajetos dos robôs.

Autor: Hector Ignácio Azpúrua Perez-Imaz

Orientador: Douglas Guimarães Macharet

Coorientador: Mário Fernando Montenegro Campos

Programa de Pós-graduação: Ciência da Computação