Pesquisa e Inovação

Tese da Antropologia resgata história das 'cadeias indígenas' da ditadura militar

Abordado no ‘Aqui tem ciência’, da Rádio UFMG Educativa, estudo inclui entrevistas com sobreviventes e análise de prédios e ruínas remanescentes

hotel
 Conhecido como "hotel", esse prédio foi um dos espaços em que indígenas ficaram presos na antiga Fazenda Guarani, em Carmésia (MG)
Foto: Pedro Maguire

A história das duas “cadeias”, que abrigou trabalhos forçados e torturas, foi recuperada em uma pesquisa de doutorado realizada no Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFMG. Além de analisar documentos, o autor do estudo, Pedro Pablo Fermín Maguire, visitou as comunidades indígenas existentes nos territórios onde funcionavam as instituições prisionais. Maguire conversou com sobreviventes e outros moradores. Também visitou ruínas e prédios ainda conservados que pertenciam às “cadeias”. Métodos de arqueologia histórica, como a confecção de mapas e croquis, foram usados para reconstituir a organização das celas e de outros espaços.

Saiba mais no episódio 147 do Aqui tem ciência:


Raio-x da pesquisa

Título: “Foi a escravidão”: uma arqueologia histórica de duas cadeias de exceção contra povos indígenas em Minas Gerais, Brasil (1968-1979)

O que é: tese de doutorado que reconstrói a história de duas “cadeias” que funcionaram em Minas Gerais entre 1968 e 1979 e aprisionaram integrantes de povos indígenas de várias regiões do Brasil. Ao examinar prédios e ruínas remanescentes das duas instituições e coletar depoimentos de sobreviventes e de pessoas de gerações posteriores, a pesquisa busca compreender o cotidiano das “cadeias” e a perspectiva das comunidades indígenas hoje residentes nos territórios onde existiram as prisões.

Autor: Pedro Pablo Fermín Maguire
Orientador: Andrés Zarankin
Programa de Pós-graduação: Antropologia
Ano da defesa: 2022
Financiamento: Capes

Produção

O episódio 147 do Aqui tem ciência tem produção e apresentação de Tiago de Holanda e trabalhos técnicos de Cláudio Zazá.

O programa é uma pílula radiofônica sobre estudos realizados na UFMG e abrange todas as áreas do conhecimento. A cada semana, a equipe da Rádio UFMG Educativa apresenta os resultados de um trabalho de pesquisa desenvolvido na Universidade. O Aqui tem ciência vai ao ar na frequência 104,5 FM, às segundas, às 11h, com reprises às quartas, às 14h30, e às sextas, às 20h, e fica disponível também em aplicativos de podcast, como o Spotify.