Setembro Verde: evento no Espaço do Conhecimento discute mobilização pela inclusão social
No Setembro Verde, mês de conscientização sobre a luta das pessoas com deficiência, o Espaço do Conhecimento sediará o evento Conexões pela inclusão: relações públicas e mobilização social na construção da sociedade inclusiva. A iniciativa tem o objetivo de conectar pessoas e instituições na construção de uma sociedade inclusiva, que assegure os direitos plenos a todos os seres humanos. O evento ocorrerá na próxima terça, 24 de setembro, a partir das 19h. A entrada é gratuita.
A programação do Conexões pela inclusão conta com a apresentação cultural do Coral Coral Voz Ativa, do Instituto Mano Down, palestra de relações públicas, mesa de debate e construção colaborativa de um documento de compromissos e recomendações. Ao fim do evento, será lançado o livro Todo mundo cabe no mundo de Luísa: a história de Luísa Camargos, a primeira relações públicas com síndrome de down do Brasil. A obra, da Editora Jandaíra, foi escrita pela própria Luísa em parceria com Danusa Tederiche e Rafaela Lima. O livro será distribuído gratuitamente aos participantes.
O evento é promovido pela Agência de Iniciativas Cidadãs (AIC) e pelo Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas da 3ª Região (Conrerp 3), com apoio do Espaço do Conhecimento UFMG, Instituto Mano Down e Vias Acessíveis. A iniciativa difunde o Setembro Verde e o Dia nacional de luta da pessoa com deficiência.
Programação
18h30: recepção com café
19h: abertura com o Coral Voz Ativa, do Instituto Mano Down, e presença da professora Regina Céli Fonseca Ribeiro, diretora do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (NAI) da UFMG
19h15: palestra com Anita Cardoso
19h45: roda de conversa com os convidados: Luísa Camargos, Isadora Nascimento, Gabriel Aquino e Raquel Faria.
21h: Conversa com o público, café e lançamento do livro Todo mundo cabe no mundo de Luísa
Palestrante e convidados
Anita Cardoso é relações públicas há 30 anos, palestrante e consultora em áreas como comunicação organizacional, responsabilidade social, LGPD e gestão de risco. Também é pesquisadora, autora e palestrante sobre os direitos das pessoas com deficiência. Foi presidente do Conrerp 3 de 2019 a 2022.
A mesa de debate será protagonizada por pessoas com deficiência que promovem pautas de diversidade e inclusão, por meio de suas atuações profissionais em diversas áreas. A mediação será feita por Camila Montovani, professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG, onde é uma das coordenadoras do Afetos: grupo de pesquisa em comunicação, acessibilidade e vulnerabilidades. Camila também atua com comunicação, acessibilidade e inclusão na Abrapcorp (Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas).
Luísa Camargos é a primeira relações públicas com síndrome de down do Brasil. Ela é autora de artigos científicos e palestras sobre sociedade inclusiva e do livro Todo mundo cabe no mundo de Luísa. É também diretora de inclusão e diversidade do Conrerp 3 e RP da Agência de Iniciativas Cidadãs (AIC), onde coordena o projeto/podcast Inclusive Luísa.
Isadora Nascimento, advogada negra e com deficiência visual, é especialista em cidadania e direitos humanos com MBA em diversidade e inclusão nas organizações. Em sua atuação como produtora de conteúdo, palestrante, consultora e advogada, Isadora promove pautas de diversidade e inclusão na luta por um mundo mais acolhedor a todos os corpos.
Deficiente visual, pedagogo e consultor em acessibilidade, Gabriel Aquino é fundador da Vias Acessíveis, empresa belo-horizontina que promove a acessibilidade de qualidade, produzindo trabalhos em audiodescrição, libras, braille, legendagem, impressões 3D, acessibilidade web, palestras, capacitações e consultorias.
Advogada especialista em direito ambiental, PCD e militante dos direitos das pessoas com deficiência, Raquel Faria integra o Grupo de Afinidades PCD da Vale e participou da Comissão de direitos da pessoa com deficiência, da OAB-MG.
Setembro Verde
O Setembro Verde, mês em que são promovidas ações de visibilidade da luta pelos direitos das pessoas com deficiência, passou a fazer parte do calendário oficial de Minas Gerais em 2015. A escolha do mês está associada ao Dia nacional da luta da pessoa com deficiência, celebrado em 21 de setembro. A cor verde foi escolhida por estar associada à esperança, à natureza, à biodiversidade e ao início da primavera.
O objetivo é chamar a atenção para a importância da mobilização social em prol de uma sociedade inclusiva. O movimento anticapacitista denuncia e promove o enfrentamento ao capacitismo, um tipo de discriminação baseado na ideia de existência de um padrão ideal para os corpos e as capacidades humanas, que não reconhece e desvaloriza a diversidade de corpos e de outros modos de existir da humanidade.